Finalmente o disco póstumo do rapper Sabotage é lançado no Spotify

Ilustração de Alexandre de Maio, presente no documentário 'Sabotage: o Maestro do Canão' Nesta segunda-feira, 17 de outubro, ...

Ilustração de Alexandre de Maio, presente no documentário 'Sabotage: o Maestro do Canão'
Nesta segunda-feira, 17 de outubro, o álbum póstumo do rapper Sabotage foi lançado no Spotify. Com 10 anos de produção, os fãs finalmente vão conseguir ouvir as 11 faixas inéditas compostas pelo rapper paulistano, pouco antes de sua morte precoce com 29 anos.

A direção musical é de Tejo Damasceno, Rica Amabis e Daniel Ganjaman, e a finalização do projeto contou com a participação do DJ Cia, Quincas Moreira, Tropkillaz, DJ Nuts, Mr. Bomba e Duani. As faixas tiveram participações de diversos artistas, entre eles Negra Li, Fernandinho Beat Box, BNegão e Rappin’ Hood.

Com faixas que carregam o inconfundível estilo de Sabotage, muito próprio de encaixar versos e rimas no canto falado, que trazem letras que contam a vida na favela do Canão, a vida do crime e a miséria na periferia paulistana.

Uma das faixas mais marcantes do álbum é a “País da fome: homens animais”, que começa com a voz de uma repórter anunciando o assassinato do rapper, e descreve a vida de Sabotage, com rimas intensas. As faixas seguintes, como a “Maloca é maré”, um rap-samba, tem a participação de Rappin’ Hood, responsável pela saída de Sabotage do mundo do crime, para lançá-lo como cantor, outra música muito especial é a “Mosquito”, que abre o álbum, e foi produzida pela dupla Tropkillaz e tem vocais dos filhos do rapper, Wanderson e Tamires.

O álbum que leva o mesmo nome de Sabotage, com certeza é um dos mais bacanas do cenário do rap brasileiro de 2016, um baita presente. Se você ainda não ouviu corre lá e não perde tempo, é só pedrada!


Por Yasmim Aguiar

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