Romance, gravata e algema

A pequena montanha de livros e uma algema pendurada em um deles chama atenção na vitrine. Olhar para um livro com uma algema pendurada m...



A pequena montanha de livros e uma algema pendurada em um deles chama atenção na vitrine. Olhar para um livro com uma algema pendurada me deixa com um ponto de interrogação na cabeça. Cinquenta Tons de Cinza.

Os primeiros capítulos fazem parecer mais um livro de romance. Um romance muito bom, mas apenas mais um romance. Logo de início o personagem Christian é o que mais chama a atenção, até mesmo passa a ser mais intrigante que a própria Anastasia.

Ponto para a escritora inglesa E.L. James. Está na cara que ele tem algo de diferente. Anastasia é uma personagem que no começo parece muito mais uma pessoa comum e boba. Mesmo pensando em ser um romance comum, não dá para parar de ler.

Mas o que parece ser mais um livro, surpreende. Eis minha reação: Eu paro e leio de novo para ver se eu realmente entendi. Caramba, não é um romance simples. É complicado, estranho e sedutor. Os personagens se revelam mais complexos do que pareciam ser. O primeiro livro da trilogia te introduz ao mundo do controlador Christian e da apaixonada Ana.

Existe uma possibilidade de a história virar filme. Se o roteiro for fiel ao livro e as cenas, não seria um filme que poderia se assistir com os pais do lado. E.L James foi inteligente, e diferente em escrever os detalhes e imaginar um romance assim.

E o melhor é o fato de não saber como vai terminar. Um romance sempre tende a acabar bem, porém a história é tão intensa que você pensa que não vai acabar nada bem. Mas como tudo nesse livro é uma surpresa.

De certo modo a personagem lembra um pouco a Bella, da saga Crepúsculo. Estranho, né? Acho que deve ser pelo fato de ambas terem que se encaixar e aceitar uma situação no mínimo complexa para ficar com a pessoa que ama. Claro que Crepúsculo é bem mais brando e “sereno”, comparado com os Cinquenta Tons de Cinza. Sim, os vampiros são mais “serenos” que o Christian!

É uma “cultura nova”, apesar de acreditar que ela já exista faz tempo e apenas agora está aí, de cara limpa. O romance te faz pensar em limites. Qual o limite de uma pessoa? Em vários sentidos.

Um romance que vale a pena ler, porém com a certeza de não esperar a mesmice de sempre!

Por: Mariana Nabor

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